Não sou conhecedora de música clássica, mas tenho uma particular admiracão pelo Mozart e pelo Tchaikovsky. O que me estupefata, além de suas sinfonias arrebatadoras, é o fato de serem precoces.
Veja, Mozart aos 4 anos de idade compõe sua primeira peca para piano, aos 9 escreve sua primeira sinfonia, aos 12 assina sua primeira ópera. Enquanto Tchaikovsky, que apreciava Mozart desde o colostro, aos 3 e meio compõe Nossa Mamãe em Petersburgo.
Já imaginaram a mãe de Mozart... "Toma a mamadeira toda, senão não tem piano hoje!" ou o pai de Mozart chegando da rua, trazendo para seu rebento... um almanacão do pica-pau e giz de cera? nãaaaooo... um caderninho de partituras e uma canetinha tinteiro!
Imagino também o presente de dia das mães da dona Alexandra, mãe de Tchaikovsky. Um cordão de macarrão? Não! Rupestres e ininteligíveis rabiscos coloridos, numa folha babada? Não!! Uma flor medonha feita de copo descartável, pintado com tinha guache?Nãaaaooo!!! Ela ganhou de seu gurizinho uma opus para naipes orquestrais, em si bemol, com oitavas agudas dedilhadas em allegro e concluidas com finale presto!
A pergunta que circunda tudo isso é... O que ensinava, esses pais? Certamente algo bem diferente de plantar feijão no algodão.
E quando eu achava que nenhuma crianca seria capaz de me impressionar com sua precocidade, eis que surge...
O pequeno Aldi Rizal, 2 anos de idade e fuma 40 cigarros por dia.
http://www.youtube.com/watch?v=cQ5SUGwuKqE&playnext_from=TL&videos=-28aQ56nuYI&feature=rec-LGOUT-exp_fresh%2Bdiv-1r-3-HM
sábado, 29 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
medo desmedido
Neta de lavadeira. Minha avó lavava roupas para fora. Lavava roupas nas águas do Pomba, que seguia nalgum afluente até santo Antônio de Pádua, interior do Rio.
Sou dessas moças que tinha tudo para ser prendada. Minha mãe me ensinou que calcinha se lava no banho.
E toda vez que entro no chuveiro, nunca, nunquinha fecho os olhos. É que penso no rio, penso que tenho que lavar minha calcinha, penso nos seres medonhos das águas. Dá um pânico. Fico com medo de tubarão, ao fechar os olhos, mesmo sabendo que tubarão não dá em rio e muito menos em chuveiro.
Pelo menos achei meu medo mais razoável depois que soube que um amigo japonês, culto e polido, tem medo de E.T. Mas só dos E.Ts cinzas.
Antes um medo descabido que um medo racista!
Sou dessas moças que tinha tudo para ser prendada. Minha mãe me ensinou que calcinha se lava no banho.
E toda vez que entro no chuveiro, nunca, nunquinha fecho os olhos. É que penso no rio, penso que tenho que lavar minha calcinha, penso nos seres medonhos das águas. Dá um pânico. Fico com medo de tubarão, ao fechar os olhos, mesmo sabendo que tubarão não dá em rio e muito menos em chuveiro.
Pelo menos achei meu medo mais razoável depois que soube que um amigo japonês, culto e polido, tem medo de E.T. Mas só dos E.Ts cinzas.
Antes um medo descabido que um medo racista!
terça-feira, 11 de maio de 2010
mea culpa
O post de hoje é uma colagem de um artigo da Martha Medeiros, que uma prima queridíssima me mandou. Vou evitar fazer isso (colagens), pois a gente perde a marca impressa de personalidade textual.
Mas abro uma exceção para promover o artigo e oferecê-lo a todos que estão felizes, aos que já são felizes e aos que são felizes na maioria das vezes. Para minha amiga D. que sabe me fazer feliz com sua presença, seu sorriso e suas histórias mirabolantes (e verídicas).
“Feliz por nada
Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo?
Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. "Faça isso, faça aquilo". A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.”
Mas abro uma exceção para promover o artigo e oferecê-lo a todos que estão felizes, aos que já são felizes e aos que são felizes na maioria das vezes. Para minha amiga D. que sabe me fazer feliz com sua presença, seu sorriso e suas histórias mirabolantes (e verídicas).
“Feliz por nada
Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo?
Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. "Faça isso, faça aquilo". A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.”
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Esse blog estreia no dia 10 de maio de 2010. Há 29 anos eu estava nascendo.
Muita gente já me sugeriu escrever um blog. Meu tio, que tem um, acabou me inspirando.
Resolvi aderir a essa tendência saudável da escrita e fiz um também, sem nenhuma pretensão. Uma espécie de diário de uma moça às vesperas de seus 30 anos.
Começo hoje a me preparar para essa tão temida idade para as mocinhas grandes.Pois Os 30 não estão para os 29 como os 20 estão para os 19.
Muita gente já me sugeriu escrever um blog. Meu tio, que tem um, acabou me inspirando.
Resolvi aderir a essa tendência saudável da escrita e fiz um também, sem nenhuma pretensão. Uma espécie de diário de uma moça às vesperas de seus 30 anos.
Começo hoje a me preparar para essa tão temida idade para as mocinhas grandes.Pois Os 30 não estão para os 29 como os 20 estão para os 19.
Novo Emprego
Comecei oficialmente na terça.
Peguei um moderno elevador panorâmico até o 4º andar... e dessa vez não era mais para fazer provas ou para ser entrevistada. Era meu 1º dia de trabalho! Eu consegui! pensei...
Me contive antes de borrar a maquiagem bem sutil que eu usava, completamente desnecessária, se é que a intenção era a de deixar um rosto mais bonito, vivo, alegre.
O assistente de coordenadoria me conduziu gentilmente pelo braço até o setor de produção. A primeira impressão, quando adentrei no que hoje é meu local de trabalho, não podia ser a mais encantadora: um lugar gigante, clean, organizadíssimo, modernoso, cheio de mesinhas em mogno claro e com um montão de bonecos e brinquedinhos, muita gente colorida e jovem - nossa, já estou falando como uma velha!- enfim, um lugar bem inspirador para criatividade "desenhística"! - Antes de continuar esse texto, saibam que ele não é trote de 1º de abril. E nem poderá sê-lo, pois estamos em maio! É que empresas privadas desse tipo existem sim nesse país! - Fui então sendo apresentada às dezenas de colegas de cada setor e todos me cumprimentaram com sorrisos de boas-vindas. Até o meu terceiro dia, eu ainda era amavelmente importunada em minha mesa, com um seja-bem-vindo-se-precisar-de-ajuda-conte-comigo, de alguém que quis conhecer de perto a nova funcionária que chega com um capacete rosa!
Estou em fase de aprendizado de todas as minhas atividades. Ainda não tenho autonomia para exercer minha função, que é a de desenhista instrucional (no caso, uma espécie de ilustradora + revisora de texto). Ontem , por exemplo, passei o dia vendo os desenhos animados de um curso que está sendo montado. Depois fiz consideráveis observações gramaticais que foram muito bem recebidas pela coordenadora de língua portuguesa.
O tempo todo eu me beliscava para ver se eu estava sonhando! Nunca na minha vida eu imaginei que eu pudesse trabalhar de uma forma tão divertida com coisas que aprendi na faculdade de Letras. Aproveito pra pedir perdão por ter xingado e desprezado todas as estruturas sintagmáticas verbais e nominais do período simples e do composto, a todos os adjuntos e núcleos prepositivos, aos pronomes anafóricos e catafóricos... gente, foi mal meeeesmo!
Quem me conhece, sabe que eu gosto de desenhar (eu disse que gosto e não que sei).Nunca pensei que eu fosse agregar ao conhecimento adquirido nos anos de estudo de gramática, aquele meu lado desenhista e imaginativo, muito tímido e perdido em mim. Quer saber a verdade na lata? Eu achava que só o Zeca Camargo e a Lady Gaga eram felizes no trabalho e que o restante da população (contando os funcionários públicos federais) só trabalhava para ter dinheiro. E finalmente, como se não bastasse aliar estudos + criatividade + ambiente bonito + pessoas inteligentes e bacanas + incentivos intelectuais + perspectivas reais de crescimento a curto/médio prazo + instituição referência no mercado + organização administrativa... eu ainda posso trabalhar de tênis!!!
Aproveitei meus intervalos para conhecer as pessoas e sondar o grau de satisfação delas. E mais uma surpresa! Todos até agora se mostraram muito orgulhosos pelo emprego que têm. A rotatividade é praticamente inexistente, a equipe é sólida e integrada. As pessoas só saem de lá para trabalharem em outro andar ou em outra unidade. Não podia ser diferente com tantos incentivos oferecidos e com os chefes mais F*d@s (*) sentados ao seu lado, numa mesa igual a sua, com bonequinhos da liga da justiça em cima, com todo ambiente fazendo você perceber o sentido de isonomia, democracia e... capitalismo - é, porque o chefe ganha mais e os bonequinhos dele são importados, comprados na última viagem que ele fez a NY!
Faltam 2 dias para meu aniversário, meus vinte e todos. Sinto que Deus, aquele Espertinho, me deu um presente lindo, que é a minha cara. ELE, onisciente, obviamente não tinha dúvidas de que eu ia gostar muitão!Pela milésima centésima quadragésima nona vez, obrigada por esse emprego-carreira Papai do Céu!
(*) Lê-se: hierarquicamente superiores;
Peguei um moderno elevador panorâmico até o 4º andar... e dessa vez não era mais para fazer provas ou para ser entrevistada. Era meu 1º dia de trabalho! Eu consegui! pensei...
Me contive antes de borrar a maquiagem bem sutil que eu usava, completamente desnecessária, se é que a intenção era a de deixar um rosto mais bonito, vivo, alegre.
O assistente de coordenadoria me conduziu gentilmente pelo braço até o setor de produção. A primeira impressão, quando adentrei no que hoje é meu local de trabalho, não podia ser a mais encantadora: um lugar gigante, clean, organizadíssimo, modernoso, cheio de mesinhas em mogno claro e com um montão de bonecos e brinquedinhos, muita gente colorida e jovem - nossa, já estou falando como uma velha!- enfim, um lugar bem inspirador para criatividade "desenhística"! - Antes de continuar esse texto, saibam que ele não é trote de 1º de abril. E nem poderá sê-lo, pois estamos em maio! É que empresas privadas desse tipo existem sim nesse país! - Fui então sendo apresentada às dezenas de colegas de cada setor e todos me cumprimentaram com sorrisos de boas-vindas. Até o meu terceiro dia, eu ainda era amavelmente importunada em minha mesa, com um seja-bem-vindo-se-precisar-de-ajuda-conte-comigo, de alguém que quis conhecer de perto a nova funcionária que chega com um capacete rosa!
Estou em fase de aprendizado de todas as minhas atividades. Ainda não tenho autonomia para exercer minha função, que é a de desenhista instrucional (no caso, uma espécie de ilustradora + revisora de texto). Ontem , por exemplo, passei o dia vendo os desenhos animados de um curso que está sendo montado. Depois fiz consideráveis observações gramaticais que foram muito bem recebidas pela coordenadora de língua portuguesa.
O tempo todo eu me beliscava para ver se eu estava sonhando! Nunca na minha vida eu imaginei que eu pudesse trabalhar de uma forma tão divertida com coisas que aprendi na faculdade de Letras. Aproveito pra pedir perdão por ter xingado e desprezado todas as estruturas sintagmáticas verbais e nominais do período simples e do composto, a todos os adjuntos e núcleos prepositivos, aos pronomes anafóricos e catafóricos... gente, foi mal meeeesmo!
Quem me conhece, sabe que eu gosto de desenhar (eu disse que gosto e não que sei).Nunca pensei que eu fosse agregar ao conhecimento adquirido nos anos de estudo de gramática, aquele meu lado desenhista e imaginativo, muito tímido e perdido em mim. Quer saber a verdade na lata? Eu achava que só o Zeca Camargo e a Lady Gaga eram felizes no trabalho e que o restante da população (contando os funcionários públicos federais) só trabalhava para ter dinheiro. E finalmente, como se não bastasse aliar estudos + criatividade + ambiente bonito + pessoas inteligentes e bacanas + incentivos intelectuais + perspectivas reais de crescimento a curto/médio prazo + instituição referência no mercado + organização administrativa... eu ainda posso trabalhar de tênis!!!
Aproveitei meus intervalos para conhecer as pessoas e sondar o grau de satisfação delas. E mais uma surpresa! Todos até agora se mostraram muito orgulhosos pelo emprego que têm. A rotatividade é praticamente inexistente, a equipe é sólida e integrada. As pessoas só saem de lá para trabalharem em outro andar ou em outra unidade. Não podia ser diferente com tantos incentivos oferecidos e com os chefes mais F*d@s (*) sentados ao seu lado, numa mesa igual a sua, com bonequinhos da liga da justiça em cima, com todo ambiente fazendo você perceber o sentido de isonomia, democracia e... capitalismo - é, porque o chefe ganha mais e os bonequinhos dele são importados, comprados na última viagem que ele fez a NY!
Faltam 2 dias para meu aniversário, meus vinte e todos. Sinto que Deus, aquele Espertinho, me deu um presente lindo, que é a minha cara. ELE, onisciente, obviamente não tinha dúvidas de que eu ia gostar muitão!Pela milésima centésima quadragésima nona vez, obrigada por esse emprego-carreira Papai do Céu!
(*) Lê-se: hierarquicamente superiores;
almoço executivo
Um dia desses combinei de almoçar com uma amiga de escola. Minha amiga é gerente de um banco estrangeiro. Tudo bem, a gente tropeça num banco estrangeiro a cada esquina. A gente diz "estrangeiro" que é pra ter uma estreita relação com "grandioso". Ok.
Ela tem a nossa idade, vinte todos. Tem 1 faculdade e meia, casou-se, não tem filhos, fala dois idiomas, trabalha há mais de 8 anos no ramo bancário e é disputada por outros bancos que oferecem ofertas competitivas para tê-la como gerente ( e levar consigo seus clientes!). Aí a gente pensa que ela atingiu sua finalidade. Como um ator que ganhou o oscar, como o piloto que conquistou a poli, como o professor que alfabetizou um adulto, e por aí vai. Resumo da ópera, minha amiga quer largar tudo e viver no meio do mato. Só não larga de vez seu emprego porque acha que, apesar dos antidepressivos que a mantém sorrindo, poderá ser surpreendida com histórias como esta que vou contar:
Lembra daquela cena do filme "Codigo da Vinci", onde a Audre T. e o Tom H. entram num cofre próprio? Aquilo existe! Prosseguindo... Um cara pagava cerca de 700 reais de mensaliade para manter um cofre, que visitava sempre com sua família, para ver se estava tudo certinho. A família ficava numa antessala e só o cara entrava no cofre. Só ele, sempre. Lá ele ficava por muito tempo. Esse rito era repetido mais de uma vez por mês.
O cara morreu infartado e a família conseguiu uma liminar para ter acesso ao cofre... Quando abriram a grande gaveta -Esta parte dá um conto borgeano -... havia uma infinidade de doces: pitulitos, cocadas, doce de leite, bananada... É que o cara era diabético. E pagava um preço muito estranho para saciar seu vício.
A vida não é mesmo uma realidade fantástica?!
Ela tem a nossa idade, vinte todos. Tem 1 faculdade e meia, casou-se, não tem filhos, fala dois idiomas, trabalha há mais de 8 anos no ramo bancário e é disputada por outros bancos que oferecem ofertas competitivas para tê-la como gerente ( e levar consigo seus clientes!). Aí a gente pensa que ela atingiu sua finalidade. Como um ator que ganhou o oscar, como o piloto que conquistou a poli, como o professor que alfabetizou um adulto, e por aí vai. Resumo da ópera, minha amiga quer largar tudo e viver no meio do mato. Só não larga de vez seu emprego porque acha que, apesar dos antidepressivos que a mantém sorrindo, poderá ser surpreendida com histórias como esta que vou contar:
Lembra daquela cena do filme "Codigo da Vinci", onde a Audre T. e o Tom H. entram num cofre próprio? Aquilo existe! Prosseguindo... Um cara pagava cerca de 700 reais de mensaliade para manter um cofre, que visitava sempre com sua família, para ver se estava tudo certinho. A família ficava numa antessala e só o cara entrava no cofre. Só ele, sempre. Lá ele ficava por muito tempo. Esse rito era repetido mais de uma vez por mês.
O cara morreu infartado e a família conseguiu uma liminar para ter acesso ao cofre... Quando abriram a grande gaveta -Esta parte dá um conto borgeano -... havia uma infinidade de doces: pitulitos, cocadas, doce de leite, bananada... É que o cara era diabético. E pagava um preço muito estranho para saciar seu vício.
A vida não é mesmo uma realidade fantástica?!
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