segunda-feira, 10 de maio de 2010

almoço executivo

Um dia desses combinei de almoçar com uma amiga de escola. Minha amiga é gerente de um banco estrangeiro. Tudo bem, a gente tropeça num banco estrangeiro a cada esquina. A gente diz "estrangeiro" que é pra ter uma estreita relação com "grandioso". Ok.
Ela tem a nossa idade, vinte todos. Tem 1 faculdade e meia, casou-se, não tem filhos, fala dois idiomas, trabalha há mais de 8 anos no ramo bancário e é disputada por outros bancos que oferecem ofertas competitivas para tê-la como gerente ( e levar consigo seus clientes!). Aí a gente pensa que ela atingiu sua finalidade. Como um ator que ganhou o oscar, como o piloto que conquistou a poli, como o professor que alfabetizou um adulto, e por aí vai. Resumo da ópera, minha amiga quer largar tudo e viver no meio do mato. Só não larga de vez seu emprego porque acha que, apesar dos antidepressivos que a mantém sorrindo, poderá ser surpreendida com histórias como esta que vou contar:
Lembra daquela cena do filme "Codigo da Vinci", onde a Audre T. e o Tom H. entram num cofre próprio? Aquilo existe! Prosseguindo... Um cara pagava cerca de 700 reais de mensaliade para manter um cofre, que visitava sempre com sua família, para ver se estava tudo certinho. A família ficava numa antessala e só o cara entrava no cofre. Só ele, sempre. Lá ele ficava por muito tempo. Esse rito era repetido mais de uma vez por mês.
O cara morreu infartado e a família conseguiu uma liminar para ter acesso ao cofre... Quando abriram a grande gaveta -Esta parte dá um conto borgeano -... havia uma infinidade de doces: pitulitos, cocadas, doce de leite, bananada... É que o cara era diabético. E pagava um preço muito estranho para saciar seu vício.

A vida não é mesmo uma realidade fantástica?!

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